USO DO FARELO E DA TORTA DE CRAMBE NA ALIMENTAÇÃO DE BEZERROS EM CRESCIMENTO

Bruno Pietsch Cunha Mendonça, Rogério de Paula Lana, Edenio Detmann, Rafael Henrique de Tonissi Buschinelli de Goes, Thiago Rodrigues de Castro

Resumo


Foi objetivo avaliar a inclusão de coprodutos do crambe na dieta de bezerros sobre o consumo e digestibilidade dos nutrientes. Foram utilizados oito bezerros Nelore desmamados, fistulados no rúmen, com peso corporal médio inicial de 177±5,1 kg, mantidos em baias individuais e com acesso irrestrito a água e
a mistura mineral. Os animais foram distribuídos em dois quadrados latinos 4×4, sendo testados a torta de crambe no quadrado latino 1 e o farelo de crambe no quadrado latino 2, incluídos nas proporções de 0, 5,
10 e 15% na base da matéria seca em dietas contendo 73% de feno de tifton 85 e 27% de concentrado à base de fubá de milho, farelo de soja e torta ou farelo de crambe. O experimento foi constituído de quatro períodos experimentais, com 18 dias cada, sendo os cinco primeiros dias destinados à adaptação dos animais ao tratamento e do 6o ao 10o dia para coleta de amostras. O consumo de matéria seca, de matéria orgânica, de proteína bruta, de fibra detergente neutro e de carboidratos não fibrosos não diferiu entre os diferentes níveis de inclusão de torta ou farelo de crambe, mas houve redução da digestibilidade com aumento do farelo de crambe na maioria das vezes.


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DOI: https://doi.org/10.21206/rbas.v4i2.262

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